terça-feira, 19 de maio de 2009

MINSK

Epa, desculpem lá, mas vou insistir...

Quando escrevi o artigo anterior, aquelas impressões todas ainda eram muito frescas, mas agora que já digeri ainda mais um bocadito, tenho a dizer que:

Minsk é a banda mais original que ouvi nos últimos... ehhh, dez anos?! Sim, mesmo dez anos, ou até mais! No meio da estagnação musical que vivemos actualmente estes [inserir nome dado aos oriundos de Chicago] são uma verdadeira lufada de ar fresco (e não a vale mandar a boquinha da ironia porque o som não é assim tão negro como isso - até tem o seu groove e luz espiritual).

Contribuiu ainda mais para este entusiasmo ter ouvido entretanto o novíssimo disco da banda (sái próximo dia 26), "With Echoes in the Movement of Stone".

Extraordinário, quando eu julgava que já nada me supreendia...

MinskQuantcast

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Atmo-core?

Quem me conhece, sabe que eu não gosto de rótulos, muito menos musicais - música é música e os únicos "estilos" são a boa e a má música.

No entanto, para melhor se entender do que se fala, vou abrir uma excepção, e partilhar um género que surgiu há uns anos atrás e que está a crescer a olhos vistos, dentro do estatuto de "culto" - o "atmospheric hardcore".

Iniciado pelos Neurosis (uma das minhas bandas top 10), este tipo de som ganhou vários seguidores no circuito americano (e não só) que, não se limitaram a clonar o som dos Neurosis, mas sim a expãndi-lo a novas fronteiras sonoras e ambientais.

Recentemente, conheci um desses seguidores, os Rosetta e neste fim de semana, a minha curiosidade fez-me pesquisar e procurar mais alguns. Além dos óbvios Isis e Cult of Luna (que já conhecia, mas pouco), travei conhecimento com os Callisto, Deadbird, Mouth of the Architect, Pelican, Rwake, Year of No Light e, a grande surpresa, os Minsk. Estes últimos destaco pela expansão que deram ao som, incluindo percussões tribais, ambiências folk e até saxofone que corta completamente com tudo o que se ouviu até hoje - mais uma banda a juntar à playlist do dia-a-dia.

Para quem não conhece, este tipo de sonoridade caracteriza-se por um metal mais experimental, arty, envolvente, atmosférico, psicadélico, sujo, cru, alternativo, com ritmos lentos, arrastados, obsessivos, voz gritada e distante. Díficil de entrar à primeira, é para se ir ouvindo e digerindo aos poucos, mas mal entre... fica para sempre.

Ficam alguns destaques:












quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ana, isto é para ti

Para sorrires:

Mais relíquias

De vez em quando dá-me o click do 70's. É normal, pois continuo a considerar esta década como aquela que deitou cá para fora o melhor que já se fez na música.

E viva o YouTube (e o Google, vá) e viva a minha memória visual e acústica. Passo a explicar: devia eu ter cerca de 12 anos quando comecei a ouvir Genesis (a era Gabriel / Hackett, claro, a outra não conta... aliás, qual outra?) e comecei a prestar mais atenção à música da época. Nessa altura a RTP2 já era o único canal de TV de jeito da televisão portuguesa e, num belo serão, transmitiu um concerto de uns senhores chamados Traffic, liderados por um senhor chamada Steve Winwood (que eu conhecia "de vista" da sua popularucha carreira a solo - sim, eu não sou grande adepto de carreiras a solo) e aquilo chamou-me a atenção pela energia, pela intensidade e pela pureza daquele som que era rock, funk, jazz, tudo... e dessa noite ficou-me apenas um verso na retina que nunca mais esqueci - "...like a hurricane...".

Passados vinte anos, tive um flash que me assombrou durante esses mesmos últimos vinte anos - que música dos Traffic era aquela?? Então... vai-se ao google e procura-se "traffic" + "like a hurricane" + "lyrics". O resto é história: nesse mesmo dia descobri um blogue (lamento, perdi o link) em que alguém fez upload duma digitalização desse concerto dos Traffic em Santa Mónica em 1972, apenas disponível em VHS!! (ou seria BETA-CAM??) e vai de sacar esse rarissimo concerto. E a mesma sensação de há vinte anos atrás repetiu-se.

Fica aqui uma sequência para se ver / ouvir de seguida de Traffic Live at Santa Monica 1972: Rainmaker + Glad + Freedom Rider.




sábado, 9 de maio de 2009

TERRA!!

Outra coisa que faz mal é esquecermo-nos da nossa ligação à TERRA.

Ontem à noite lembrei-me e estou feliz.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Updates

Actualizei o lado direito com links para os blogues do pessoal (e não só). Espero não me ter esquecido de ninguém (se foi o caso, queiram por favor deixar o comentário abaixo).

A génese de toda a genialidade musical

Já devia ter postado isto há mais tempo, mas nunca calhou. Lembrei-me agora, porque estou, justamente enquanto escrevo, a ouvir uma espécie de best of que eu fiz.







Conheci esta era dos Genesis há vinte anos, e ainda hoje ouço como se fosse a primeira vez e, como diria o outro, maravilhado!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Monoteísta 2.1

Previously on Monotheist...



Eu: Então, tudo bem?

Deus: Cá estamos...

Eu: ......

Deus: Que foi?

Eu: Epa, desculpa.

Deus: Desculpa o quê?

Eu: Ter-te morto.

Deus: Bah!

Eu: Não, a sério...

Deus: Escuta... eu sei o que se passa. Estás com medo, não estás?

Eu: Eu? Medo do quê?

Deus: De perder tudo.

Eu: Mas tudo o quê?

Deus: Vês? Tens tanto medo de perder o que tens, que vais acabar por perder mesmo.

Eu: E não terei perdido, já?

Deus: Não te sei dizer... mesmo.

Eu: Sabes? Apetece-me abraçá-la, dizer-lhe o quão estúpido tenho sido em não perceber o que ela quer e eu não dei valor e... agora tenho medo de ser tarde demais.

Deus: Então...?!

Eu: Oh, ela não vai compreender...

Deus: Opa, diz-lhe, porra!!

Eu: Está dito.

Deus: Ah, pronto.

Eu: Olha, posso-me sentar aí ao teu lado?

Deus: Não.

Eu: Porquê??

Deus: O lugar está reservado.

Eu: Reservado a quem??

Deus: A ela, a quem havia de ser?

Eu: A ela...?

Deus: Sim, combinei aqui com ela. Vamos ao café, depois.

Eu: Hmmm...

Deus: Olha, lá vem ela... pira-te. E dá-me o meu capacete, sim?

Eu: Toma... desculpa, está um bocadito amolgado.

Deus: Bah, sempre esteve.

Mais um momento Anathema

Este foi o momento em que Vincent Cavanagh abandonou o microfone e, visivelmente emocionado, deixou o pessoal cantar.



Lindo!

E, já agora... a partir dos 4.14m - do lado direito? Sim, sou eu.

Aproveito para preencher uma lacuna. Esqueci-me, no post anterior, de agradecer à Mónica pelo convite e, agora, por ter descoberto este vídeo.

(bem me parecia que tinha alguém atrás de mim a filmar)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Um concerto fofinho...

...é a melhor maneira de descrever a actuação dos Anathema, ontem a noite, na Incrível Almadense. Os homens de Liverpool entraram em palco como se ele fosse a casa deles e nós as suas famílias e melhores amigos, mantendo essa atitude até ao fim do concerto.

Eu, não só vi Anathema pela primeira vez (falhei a outra, ou foram outras, visita, ou visitas da banda a Portugal), como voltei à catedral depois de 13 anos (a última vez que estive na Incrível foi no verão de 96 para ver os Fear Factory)... o tempo passa, e de que maneira.

Confesso que já deveria saber que não me encontrava no melhor estado emocional / espiritual / mental para assistir a um concerto de Anathema - foi melancólico, foi nostálgico, foi... intenso, mas valeu cada minuto, cada grito, cada lágrima. Juntamente comigo, as cerca de 799(?) outras pessoas que encheram (mesmo) o recinto, cantaram em uníssono TODOS os temas que os Anathema nos trouxeram, incluindo três malhas novas a serem incluidas no próximo album "Horizons" (que teima em não sair - a indústria musical é uma mafia? naaaaaaaaaaaao, lá agora), já disponiveis no MySpace oficial.

Às tantas, Vincent Cavanagh já nem se aproximava do microfone e contemplava, claramente lisonjeado, a multidão que, de braços levantados, gritava e chorava das melodias mais lindas que sairam de uma banda de rock na última década e meia. Foram momentos únicos, que nunca tinha visto, em lado nenhum.

Duas horas depois, e já na rua (pensava eu, e mais uns quantos, que o concerto tinha terminado de vez - depois de vários encores), ainda ouvi uma surpresa agradável - uma versão "encurtada" de Orion dos Metallica. Houve mais algumas surpresas (boas) ao longo da noite, temas muito queridos para mim que não esperava que fossem tocados: Far Away, Panic, Regret, Hope e Sleepless. Juntaram-se a estes, os óbvios Fragile Dreams, Lost Control, Deep, One Last Goodbye (em versão acústica), Pressure, Closer, Are You There (apenas com Danny Cavanagh na voz e guitarra acústica) e Flying, entre outros.

Não sei se ficou alguma coisa por dizer, mas hei de voltar a falar neste concerto, mesmo pessoalmente, pois tão cedo não me vou esquecer.




Sim, eu sei que já é a terceira vez que te mostro o "Pressure", mas o que é que tu queres?